terça-feira, 9 de março de 2010

...Vida de Mulher é difícil mesmo!


Como se não bastasse a mulher já ter que enfrentar desafios constantes na vida quando alcançam uma qualificação superior a do homem na vida profissional, os dois tendo a mesma posição, ainda assim esta não consegue [em alguns casos] obter um salário maior que o homem, por que isto acontece? Ainda não alcançamos os direito iguais?
Ao ler uma reportagem em um grande Jornal no Piauí vi que as estatísticas só aumentam com relação a esta desigualdade entre homens e mulheres, completar o nível superior não garante às mulheres a equiparação salarial aos homens, conforme o texto que extrai do referido jornal podemos observar isto: "A escolaridade de nível superior não aproxima os rendimentos recebidos por homens e mulheres. Pelo contrário, a diferença acentua-se. No setor comercial, por exemplo, a diferença de rendimento para a escolaridade de 11anos ou mais de estudo é de R$ 616,80 a favor dos homens - o que significa 61,9% do que os homens recebem. Já na comparação entre empregados com nível superior, a diferença aumenta para R$1.653,70. ou 55,6%. Porém, no geral, a diferença entre salários de homens e mulheres recuou em 2009. Em média, o rendimento da mulher é de R$1.087,93, o equivalente a 72,3% dos R$1518,31 recebidos pelos homens. Na comparação com os dados de 2008, houve leve redução nessa diferença, já que as trabalhadoras recebiam 70,8% do rendimento dos homens naquele ano. As mulheres inseridas no mercado de trabalho são mais qualificadas do que os homens. Do total de mulheres ocupadas, 19,6% têm nível superior completo. Entre os homens, a proporção é menor, não passando dos 14,2%. Com o ensino médio completo (11 anos ou mais de estudo), eram 61,2% das trabalhadoras. Entre homens, essa proporção é de 53,2%. Ao mesmo tempo, 35,5% das mulheres empregadas tinham carteira de trabalho assinada. Entre os homens, 43,9% dos trabalhadores são formais. As mulheres sem carteira ou trabalhando por conta própria correspondem a 30,9% do total, ante 40% entre homens. Entre as empregadoras estão 3,6% das mulheres inseridas no mercado de trabalho, ante 7% entre homens.

Em 2009, as mulheres continuaram trabalhando em média, menos que os homens. Elas trabalharama em média, 38,9 horas, 4,6 horas a menos que os homens. O IBGE destaca que essa queda deves-se à redução na média de horas trabalhadas pelos homens. Do total de 1,057 milhão de mulheres que não trabalham e que estão a procura de trabalho, 8,1% tinha nível superior. Em 203, em média, 5,0% tinham nível superior e estavam desempregadas.

Esta realidade é cruel com nós mulheres, pois sempre estamos nos reciclando, investindo nos estudos, em cursos extra-curriculares, nos aperfeiçoando cada vez mais e quando vamos disputar uma vaga de emprego com homens, acabamos muitas vezes por sermos eliminada pelo simples fato de ser mulher. Isto é um absurdo. E agora com esta nova lei aprovada ce licença maternidade ter sido acrescida de mais dois meses ai é que os empresários irão mesmo pensar duas vezes antes de contratar uma mulher.

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